segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Mutante


Sexta-feira, dia de se livrar dos pesos de toda a semana, de tomar um drinque ou curtir um bom filme, aliás é nesse ponto que queria tocar, lançamento nacional de X men 3 – o confronto final, com o sugestivo slogan : de que lado você vai ficar?.
Não é de hoje minha fixação por personagens da Marvel e com o filme não foi diferente, abateu sobre mim uma vontade louca, suor nas mãos e tudo mais que lunáticos sentem por coisas banais, dentre compra de ingressos, filas imensas, barulho, celulares tocando, pipocas estourando, consegui adentrar à sala 3, a expectativa não poderia ser maior, os trailers pareciam “ Titanics” de tão longos e nesse alvoroço todo, eu já não cabia na poltrona, quando derepente os poucos pontos de luz que restavam se inibiram com a exuberância da trilha sonora que dava início à reprodução dos HQ’s que proporcionavam à minha e milhares de mentes um sentimento de sonhos e vitórias.
O que era para ser um sentimento de adrenalina, se tornou nos poucos segundos do filme, uma análise clínica, critíca e filosófica sobre o preconceito que as pessoas tem e os que também temos de nós mesmos, é incrível como não nos aceitamos quando nos olhamos no espelho, é intrigante como a sociedade estereotipa e só quem se adequa, tem índole digna, quanta hipocrisia para um século tão avançado, quão apocalíptico o medo do diferente, o nojo, a repulsa, será que já pensaram que o que dá nojo verdadeiramente é esse preconceito ancestral? Será que não é possível enxergar que o que move o mundo é a busca por essência, independente de opção, jeito ou raça?
Como dizer: eu te aceito?, não há o que aceitar, cada um é cada um, todos aceitamos as pessoas pobres ou ricas, feias ou bonitas, por que um ponto que chama a atenção tem de ser aceito? Ele tem de ser tratado como normal e consequentemente respeitado como qualquer outra pessoa.Tá na hora de abrir a cabeça e retirarmos do consciente e inconsciente o rótulo de que “mutante” é algo diferente. A humanidade é “mutante”, acorda um dia triste, um dia alegre, um dia ri, um dia chora,um dia fala, um dia mente, com tantas facetas e o que nos incomoda é justamente o “mutante”?
Será que já paramos pra pensar que também podemos ser incomodo para os outros. Será que podemos largar a mediocridade de lado e estampar no rosto, um sorriso quando alguém o espera? Será que ouvir, se abrir, viver, é algo pecaminoso ou contra tudo?
Afinal, o que seria nos tempos de hoje o contra?Talvez o que hoje é do contra é a inibição das vontades do coração, da concretização dos objetivos;É preciso andar sem ter os pés no chão, o mundo está aberto pra quem arrisca e usa como meta, um palavra que justifica tudo: sonhos.
Por isso quando se olhar no espelho, perceba que você é capaz e pode agüentar muito mais do que achava que conseguiria e que o que hoje é refletido é apenas um ser humano em construção atrás da tal felicidade...
Aquilo que não nos mata, sempre irá nos fortalecer e aprendemos sobretudo que não podemos escolher como nos sentirmos, mas podemos pensar sobre o que fazer a respeito. Dias melhores estão por vir, obstáculos existem a todo momento(ainda bem), porque nada encoraja tanto um medroso quanto o medo dos outros!!!!

Uberaba 22/06/2006

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Memórias do futuro



A rede ABC aprovou a produção de Flash Forward, série baseada no livro de Robert J. Sawyer. Aprovação que já era esperada e segue a mesma linha da série LOST. Em sua campanha de marketing viral foram exibidos flashes de aproximadadamente cinco segundos de duração perguntando: "O que você vê?".

Flash Foward abordará uma temática muito intrigante. Durante apenas 2 minutos e 17 segundos, as pessoas de nosso planeta sofrerão um blackout, ficarão inconscientes. Após esse evento sem explicação, elas passam a ter flashes sobre o futuro. O que quer dizer que neste intervalo elas experenciaram um presente atualizado em alguns anos a frente.

Esse é o tipo de assunto sempre ganhou minha atenção. Temas sem lógica aparente, me faz pensar no porque nossa consciência não consegue conceber um evento dessa magnitude como plausível.

Acredito que estamos caminhando para uma evolução onde poderemos escolher as opções que formatam nosso destino. Experenciar um futuro estando no presente possibilitará uma gama de sensações e de aprimoramento mental, nos capacitando a viver realidades alternativas em um mesmo epaço-tempo.

Digo ainda que inconscientemente sabemos o que nos espera, porém estamos tão arraigados a crenças e dogmas incutidos de forma massante que nossa percepção torna-se acatada diante tantos conceitos.

E você o que tem a dizer sobre seu futuro?

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Relembrar (1)


Mexendo e remexendo em textos antigos, encontrei alguns que se tornam interessantes pois na linha do tempo, há uma grande percepção de como os sentimentos mudam de acordo com a maturidade que aos poucos conquistamos...



Sem título I


Lá fora a chuva cai e eu aqui dentro de um quarto que eu teimo em chamar de refúgio afetivo...

Os problemas , as crises, a solidão e a tristeza parecem querer me esmagar contra a parede e eu já não tenho lado para escapar...

Respiro fundo, abro a porta e vou em direção à rua, quando sinto meus pés no chão e a chuva me molhar, é como se estivessem retirando todas as coisas negativas de dentro de mim, me sento no meio fio, o contraste do calor do meu corpo com o frio da chuva em fazem refletir, pensar no que eu busco na vida.... do que eu tenho medo... do que me faz feliz... do que me faz triste, questionar se é por amor que eu dedico a minha vida, enquanto a chuva cai sobre meu rosto, as lágrimas se perdem com a mesma, volto aos meus pensamentos, amigos que já se foram, amigos novos, amigos para sempre, oportunidades perdidas, chances de dizer o que tínhamos vontade e não dizemos, perdoar alguém de coração, abraçar quem te faz sorrir, enxergar belezas mil em pequenos detalhes.

A chuva aumenta e com ela se acelera o ritmo do meu coração, dores, alegrias, decepções e experiências passam como um filme em minha mente, eu olho para dentro de mim e enxergo que eu sou tão frágil, eu vivo pela realização de sonhos, eu vivo de esperas, eu vivo de carinhos e demonstrações de afeto...enquanto a chuva cai, eu abro a palma da minha mão e nela eu vejo caminhos felizes, satisfações, objetivos realizados e mesmo percebendo que a mão está um pouco suja é só preciso que eu a lave, e que faça o mesmo com o meu coração, que eu o banhe com fluídos positivos para que ele possa amar sem medo de se entregar...

A chuva começa a estiar e um pequeno sorriso começa a transparecer em meus lábios, sorriso de alegria, de estar bem por dentro e por fora, alegria de estar vivo, de sempre ter uma nova oportunidade.

A chuva para e ao olhar para o céu, o sol nasce novamente cheio de luz e energia renovada, ele é igual a minha vida, o amanhã é um novo dia e como o sol, sempre voltará com novas energias, novas esperanças de um dia melhor!!!
Uberaba - 25/10/2004 - 00:19 AM

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Sincronicidade


Clique aqui para fazer o download do papel parede

Já acordou com a nítida sensação de que o universo está conversando com você?

Sincronicidade, esse é o nome denominado pelo psicanalista suiço Carl Gustav Jung, para explicar fenômenos acasuais.
Tais fenômenos ocorrem de forma subjetiva como por exemplo, sonhar que caminhava por um jardim de rosas e ao passar do dia ganhar uma rosa.

Essas coincidências siginificativas só possuem signifcado para quem as observa.
O observador passa por sensações de bem-estar, e aglumas vezes até eufóricas ao percebê-las.

Quanto mais observa, mais "observado" torna-se.

E foi através da sincronicidade que me descobri como escritora. De inicio pensei que o que me acontecia não passava de coincidências banais, mas ao passar do tempo percebi que algo me obrigava a prestar atenção no que o Universo insistia em me "mostrar".

Um lugar, uma pessoa, uma música, elementos desconhecidos que passaram a fazer parte da minha rotina.

Como um quebra-cabeça fui percebendo que era preciso conectá-los de alguma maneira para que houvesse uma coerência.
Descobri que essa conexão se dava através das minhas emoções.

Passava horas observando até o dia em que resolvi observá-los ao mesmo tempo.
Peguei a imagem do lugar, da pessoa e ouvindo a música consegui transformar meu simples cotidiano num banquete de novas sensações.

Entendi o porquê daquele lugar, daquela pessoa e da música.
Me senti atráida a escrever o que me passava e foi nesse exato momento que inciei meu primeiro livro.

Não deixe que esses pequenos milagres passem desapercebidos. Minha vida tomou proporções de plenitude ao perceber a sincronicidade entre o que sinto e com o que penso.

Veja aqui uma animação em flash.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Caminhar


Hoje o dia amanheceu nublado, e todo o frio repentino, muda o clima, as idéias e até mesmo nossos comportamentos.
Essa sensação do vento bater na cara, traz a tona tudo aquilo que vem incomodando ou que está incompleto.
Ultimamente ando vendo casulos voando ao invés de borboletas, jardins com folhas e árvores secas, a cidade anda cinza e venta gelado tanto exteriormente quanto interiormente. É sinal de uma nova mudança, não há tristeza ou alegria. Eu apenas estou estático, tentando entender... tentando buscar... tentando obter as tantas respostas para as muitas perguntas que faço....
Procuro soluções para equações que nem eu mesmo sei como foram criadas, andam acontecendo fatos que ultrapassam a velocidade que estou acostumado e confesso que às vezes algumas coisas são feitas automaticamente, não há paixão, não há entusiasmo, só o desejo de completar tal coisa.
Ando me perguntando o que eu quero e busco para mim e para minha vida, se sou o único adulto – ou não – que anda em crise por achar que tinha todas as respostas e veio a vida e as circunstâncias e mudou todas as perguntas.
Hoje até as pedras falam, mas meu silêncio... ah!meu silêncio anda falando mais do que mil palavras, a única coisa que almejo, é poder equalizar Ana Carolina no meu quarto e sentir que aquela fatia de tempo é minha... apenas minha, pois até perder vazio ando acreditando que é de uma certa forma empobrecer, não quero nada agora, apenas sentir que posso seguir, parar ou partir quando quiser, independente das circunstâncias, focado apenas no que o meu coração faz sentir.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Só é possível o que é real?

Wallpaper: Do you believe in your eyes? ->Download


Desde que nascemos somos conduzidos a seguir regras impostas por nossa sociedade. Regras ditas como possíveis e passíveis de serem seguidas, pois fazem parte de nossa realidade.

Precisamos então estar dentro dos preceitos socioculturais, o que de certa modo nos transforma em marionetes, onde o sentir passa a ser apenas uma máscara do que ainda não podemos ser, pois ser o que ainda não é possível, esta fora da realidade.

Então pergunto somente o "possível" é real?


Sentimentos impossíveis existem e nem por isso deixam de ser reais.

E é justamente por isso que tornam-se tão desejados e ao mesmo tempo tão reais que necessitamos de alguma forma expor o que nos consome. Como lágrimas que escorrem pela face já cansada de omitir a impossibilidade de um sentimento que não quer calar.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Umbiguidadez - A origem


Ego é o centro da consciência inferior, diferente do Eu que é centro superior da consciência. O Ego é a soma total dos pensamentos, idéias, sentimentos, lembranças e percepções sensoriais. É a parte mais superficial do indivíduo, a qual, modificada e tornada consciente, tem por funções a comprovação da realidade e a aceitação, mediante seleção e controle, de parte dos desejos e exigências procedentes dos impulsos que emanam do indivíduo. Obedece ao princípio da realidade, ou seja, à necessidade de encontrar objetos que possam satisfazer ao id sem transgredir as exigências do superego. Quando o ego se submete ao id, torna-se imoral e destrutivo; ao se submeter ao superego, enlouquece, pois viverá numa insatisfação insuportável; se não submeter ao mundo, será destruído. Para Jung, o Ego é um complexo; o “complexo do ego”. Diz ele, sobre o Ego: “É um dado complexo formado primeiramente por uma percepção geral de nosso corpo e existência e, a seguir, pelos registros de nossa memória!
Egocenterismo é a característica que define as personalidades que consideram que todo o mundo e todas as pessoas giram ao redor de si próprio.
Segundo Alessandro Martins, a questão do umbigo de Adão e Eva já fartou teólogos e até mesmo fóruns da internet com sua duvidosa relevância. Afinal, se eles não estiveram ligados por cordão umbilical a algo nenhum, não deveriam tê-lo.
É notável que normalmente se esqueça que o umbigo é na verdade uma cicatriz. Também como notável é que a sociedade ocidental que desperta para o século 21 tenha voltado seu nariz justamente para ela. É difícil saber o que esperar de uma humanidade que faz isso. Afinal, para obter uma cicatriz é preciso que antes haja um ferimento mais ou menos grave.
Nem toda cicatriz significa uma ruptura com um estado anterior, mas toda ruptura com um estado anterior deixa uma cicatriz, símbolo ou lembrança da antiga condição.
O umbigo é das manifestações mais físicas disso. Todo ser humano, todo mamífero porta um. Uma afirmação de que um dia você foi um ser aquático, que vivia em um útero, enclausurado a perguntar se, afinal, havia vida após o nascimento. Ao sair dali, passa por uma mudança brusca. Seus pulmões, antes colabados, precisam dolorosamente aprender a respirar, seu corpo passa por uma passagem apertadíssima, expulso do que seria o paraíso, e sua pele conhece agora um ambiente seco. Há luz e formas sem significado e seus olhos doem. E a ligação que existe entre você e o útero é desfeita.
Resultado? Umbigo.
As sociedades primitivas e algumas ditas evoluídas costumam fazer ritos de passagem que não se enfrenta sem ficar com algumas marcas. É uma maneira de dizer que você já fez parte de outro mundo e agora faz parte de outro. Quem já faz parte desse novo mundo o reconhece e quem não faz o teme ou respeita ao ver essa marca. Como se compartilhassem o mesmo espaço e, ainda assim, seus universos fossem distintos.
Outra coisa notável no umbigo é que cicatrizes redondas como ele são incomuns. Normalmente têm o formato de uma linha. Daí o úmbigo, tão redondo e sujeito a órbitas, ser uma espécie de novo geocentrismo pagão e, até, cristão.
Será preciso um novo Renascimento para que se descubra, embora seja tão óbvio, que o centro do Universo é outro e que os planetas não giram em torno da barriga de cada um de nós. Isso não é possível.
Afinal, todo mundo sabe que o centro do Universo é o seu umbigo. O seu.
Umbiguidadez nasce dessa gestação de pensamentos, das experiências, trocas ou até mesmo um desabafo sobre um péssimo ou ótimo dia, duas cabeças pensando melhor que uma, ora com pensamentos pra lá de oníricos, ora com sentimentalismos enérgicos, a unção de duas realidades diferente foi concebida em trocas de textos, bem vindo ao mundo da Umbiguidadez, onde o centro do Universo são os nossos e mais outros tantos umbigos que apenas rabiscam ou rascunham coisas que afloram, invadem ou incomodam a mente, seja com um “bigo” ou dois “bigos”, nosso local de egosensações está aberto.... tenham todos ótimas e inesperadas leituras.