
" Talvez sejam lembranças e nada mais...
Nessa ansiedade que insiste em percorrer meus pensamentos, para que logo chegue ao fim, os desabafos, as inquietudes, os expedientes, o dia, o fim da música, o fim da faixa, o sinal verde, o resto do sorvete, a última página do livro. o desfecho do filme, o final do ano, o depois do riso e choro, o depois da meia noite, o vai e vem da onda, o fechar da janela, o desligar do motor, o latido do cachorro, o conversar feliz das pessoas ao redor, essa infinita busca por algo que se assemelha a nada, a um saber e entender sem respostas, sem visão crítica de nada, apenas o desejo do passar logo, pois não há ausência, não há dor, não há saudade, não há fotos de algo marcante, não há arrependimentos. Há apenas o desejo de viver algo nunca vivido, nunca presenciado, algo que tire toque meus pés no chão, algo que me preencha sem retirar nada, algo que me faça sorrir apenas por ser do jeito forte e fraco que quero, apenas para dizer no fim do dia: tudo bem se deu tudo errado, tenho um destino para me lamentar ou apenas silenciar, ouvir sussurros, respirações, vãs alegrias, pular ondas, dormir e acordar, encostar no ombro e perceber a vida num segundo que tudo e mais um pouco vale a pena se de vez em quando todo tempo esteja na sintonia mais prolixa do que qualquer obstáculo, qualquer circunstância , qualquer concha que beira a praia ou do lodo nas rochas, se trata apenas do apego, do se entregar para algo que a minha ansiedade me tapa os olhos e me deixa a ver navios, caravelas e certamente um porto de respostas mal ditas e perguntas silenciadas.
Olho no retrovisor e dou a partida para destino algum... sem saber chegar... rumo ao infinito em meio as buzinas, corridas, semáforos, pedras, calçadas, meio fio, desse fio de nós que chamamos egocentricamente de minha vida feliz.
De um pedaço de cordão por um pedaço de esperança na cor cintilante do velho medo do amanhã e do acreditar em tudo que busco para perceber que este algo muito breve em longo prazo está praticamente aqui do lado, aguardando tão somente o despertar de uma consciência que ainda não me encontrol
Pura magia dos seus beijos, seus toques, suas canções, o dedilhar ao violão ou da sensualidade das cordas de uma harpa, tudo tão simples e frágil, como um cristal na palma da mão para falar sério das melodias que já nem lembramos mais, pra falar apenas disso, dessas xícaras sujas a uma canção sem título, sem escandâlos, sem vontade de viver o limite e sim de acompanhar o vai e vem dessa força incessante que me persegue dia a dia.















